Jurgen Klopp, ex-treinador do Liverpool, recentemente compartilhou seus pensamentos sobre sua decisão de deixar o clube inglês durante uma coletiva de imprensa emocionante. Agora ocupando o cargo de Chefe Global de Futebol na Red Bull, o renomado técnico alemão iniciou uma nova jornada repleta de promessas e intensidade em sua atual posição, que começou em outubro. Durante a sua primeira entrevista coletiva nesse novo papel, Klopp discutiu abertamente os motivos que o levaram a encerrar seu ciclo no Liverpool.
Confiante, Klopp compartilhou: "Depois de 25 anos no mesmo trabalho, a intensidade é extrema. O desafio é constante e a curiosidade é uma característica que me define. Eu estava ansioso por algo novo. A rotina de jogo a jogo, sempre mantendo um padrão específico, não era mais o bastante para mim. Eu buscava aprender e evoluir. Quando a oportunidade atual surgiu, senti que era o próximo passo natural que eu deveria dar."
Ele acrescentou: "Não se trata mais de aprimorar aspectos individuais do jogo, mas sim de contribuir para um futebol global aprimorado. Não é mais sobre preparar um jogo semanalmente, e sim trabalhar em uma visão ampla e transformadora."
Desde a sua saída, o Liverpool tem prosperado sob o comando de Arne Slot. Entretanto, desafios consideráveis surgiram, especialmente no que diz respeito à renovação dos contratos de três jogadores fundamentais: Mohamed Salah, Trent Alexander-Arnold e Virgil van Dijk.
Com a proximidade do término dos seus contratos, as negociações de extensão tornaram-se mais complexas. Mohamed Salah, em particular, expressou sua insatisfação e anunciou que esta será a sua última temporada no clube devido à falta de avanço nas conversas contratuais.
A respeito do futuro de Salah, Klopp destacou: "Desejo sinceramente que ele permaneça. Ele é o melhor atacante do Liverpool na era moderna - em uma história cheia de grandes nomes. Um jogador excepcional, um profissional exemplar. Verdadeiramente único. O embaixador perfeito para o Egito."
Na sua nova função na Red Bull, Klopp tem o desafio de transformar clubes da rede, como o Paris FC, em referências nas suas respetivas ligas. Recentemente, foi visto acompanhando um jogo da equipe francesa, agora gerida pela família Arnault, que controla o império de luxo LVMH em parceria com a Red Bull.
"Vejo o meu papel primordialmente como mentor para os treinadores e gestores dos clubes associados à Red Bull. Contudo, sou parte de uma organização única, visionária e focada no futuro", afirmou Klopp.
Além da França, Klopp terá também responsabilidades no Brasil, apoiando o São Paulo e o Red Bull Bragantino, nos Estados Unidos acompanhando o New York Red Bulls, e no Japão visitando o Omiya Ardija.
A entrada de Klopp na estrutura dos clubes da Red Bull gerou controvérsias, sobretudo por parte dos adeptos do Mainz e do Borussia Dortmund, antigos clubes do treinador. Na Alemanha, o modelo 50+1 garante que os clubes sejam maioritariamente controlados pelos torcedores. No entanto, a Red Bull contornou essa regra ao adquirir 49% das ações, limitando o acesso aos restantes 51%. Embora legal, essa prática é amplamente impopular no país, onde o futebol tem uma forte ligação cultural com os seus fãs.